O barato sai caro

Um dia de calor intenso, o sr. Finkelstein entrou numa loja para comprar um leque de abano. Perguntou:
– Que tipo de leques você tem?
– Temos leques de cinco centavos, de vinte centavos e de cinquenta centavos, respondeu o lojista.
– Dê-me então o de cinco centavos, disse o sr. Finkelstein.
– Tudo bem, respondeu o lojista, enquanto lhe passava o fino leque de papel japonês.

Dez minutos mais tarde, o sr. Finkelstein estava de volta.
– Veja que porcaria você me vendeu, esbravejou. – Já quebrou!
– Quebrou? Espantou-se o lojista. – E como foi que o senhor o usou?
– Como assim, como eu o usei? Como é que se usa um leque? Segurei-o com a mão e o balancei de um lado para o outro diante de meu rosto. Então não é assim?
– Oh, não, explicou o lojista; – Como é um leque de cinco centavos, o senhor tem de prendê-lo firmemente parado e balançar sua cabeça para cima e para baixo diante dele.

Fonte: Histórias para incendiar a alma. Otávio Leal. Ed. Alfabeto.

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