[Livro] Mercado sombrio

O cibercrime e você

“Todos sabem os riscos que rondam a internet. Embora tenha revolucionado nosso modo de vida, ela também nos expõe a roubos e golpes, além de propagandas intrusivas e uma torrente de e-mails indesejados. E tão rapidamente como a própria rede evoluiu, o crime eletrônico também cresceu e se aperfeiçoou.

Em Mercado sombrio, Misha Glenny revela as engrenagens do submundo da internet, onde um exército de jovens e talentosos programadores encontrou terreno perfeito para inventar um novo tipo de crime. O autor mostra como esses crackers (ou hackers criminosos) aliaram-se à velha guarda da bandidagem, criando uma máfia invisível e global, capaz até de derrubar a internet de todo um país.

O fio condutor desta trama, narrada em ritmo de romance policial, é o site DarkMarket, um fórum on-line onde os hackers vendiam os dados bancários e pessoais de suas presas e davam aulas de clonagem de cartões e de invasão digital. O que começa como um negócio amador logo se profissionaliza numa indústria de milhões de dólares, o braço digital do crime organizado.

Mercado sombrio é uma história de adolescentes brilhantes, vigaristas à moda antiga, hackers misteriosos e programadores respeitáveis cujas vidas duplas fariam corar o mais tarimbado dos gângsteres. Mas é também a história de quem combate o cibercrime, dos agentes que viram seu ofício mudar do combate ao crime nas ruas para o dia a dia dos modernos centros de inteligência digital.

Em McMáfia, Misha Glenny havia mostrado os efeitos da globalização sobre o mundo do crime. Agora, volta-se para o crime verdadeiramente sem fronteiras, em que uma das figuras centrais da gangue pode estar digitando num cibercafé imundo em Odessa, enquanto seu comparsa presta auxílio do porão dos pais na Alemanha.

Mas, além do aparato técnico, o que a internet propicia a essa nova geração do crime é um sentimento de comunidade, um mundo onde a honra – ainda que num sentido muito específico da palavra – pode valer mais que o dinheiro de um roubo bem-sucedido”.

Deguste aqui o prólogo do livro cedido pela editora Companhia das Letras.

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