SonY: geração Y, engambelada (não) ficava sua vovó

Propaganda da Sony nas páginas de uma revista é Superinteressante. A começar pelo título: Série Y – Portabilidade e leveza com até 8 horas de bateria!

Com fontes garrafais passa a idéia que você pode ficar 8 horas sem recarregar a bateria.

Desconfiei e perguntei:

– Quedê o asterisco vigarista*?

Depois de passar cerca de 90 segundos procurando pelo dito cujo, eis que ele aparece lá no finalzinho da página *. Mas a leitura é difícil em fonte arial tamanho 6pt. Foi preciso usar uma lupa, haja vista que o vigarista estava em letras brancas borradas e fazendo contraste com um fundo escuro.

Depois de muita luta com a visão periférica consegui entender que as 8 horas* não eram assim realmente 480 minutos, mas estavam condicionadas a você ligar o equipamento e não fazer uso por cerca de 8 horas. Pode?

É que o asterisco vigarista confessava que isso ia depender muito do uso que você desse ao seu notebook Série Y.

Poderia a “geração Y” que nasceu sob o zodíaco tecnófilo e cuja propaganda a Sony sugere não fazer uso simultâneo do seu equipamento (ver um filme em DVD, escutar uma música em mp3 e ainda acessar a internet via wireless)?

Claro que não! Segundo a literatura especializada isso reduziria o tempo da bateria, pois o processador trabalharia a todo vapor reduzindo o tempo de 480 minutos para algo próximo a duas horas.

Junto com a HP, a Sony lidera o nº de reclamações quando o quesito é assistência técnica.

O último teste que fiz para saber o tempo de resposta da empresa em me socorrer no downgrade de um sistema operacional levou 144 horas (prometiam resposta em 72 horas) para me enviar um 0800.

O e-mail em meu poder é um pérola de descaso. Pedia desculpas pela demora de 144 horas de atraso e me pedia gentilmente que eu ligasse para um 0800 desses onde os atendentes iriam “[…] estar transferindo para estar verificando para estar atendendo para estar encerrando o atendimento por nada resolvido.

Sony, Acer e HP são empresa “verdes” que me deixaram “vermelho” de raiva e por isso foram banhidas do meu consumo. Restaram apenas Asus, Dell e Lenovo para testes em 2014.

Pobre de mim, genuíno representante da “geração X” (sic!?), resta-me apenas aceitar que até os equipamentos de informática não serão mais fabricados para a minha geração (sic!?). Minha geração (sic!?) não se deixava engambelar com propaganda bonitinha, mas ordinária.

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