Ocupação de futuro: Consultor empresarial

* Da Redação

Consultor Empresarial – O senhor de todas as respostas

Quem quiser brilhar na função tem de ser fera não apenas em informática, mas também em administração

Como usar a tecnologia para fazer qualquer organização resolver algum problema, aumentar a produtividade e lucrar mais? Vale a pena uma pequena empresa implementar uma rede de dados sofisticada, mesmo que ela seja cara e difícil de manter? Para responder a essas e outras perguntas, o trabalho de um consultor empresarial pode ser importantíssimo. A carreira ganhou ainda mais valor com a tendência da prestação pontual de serviços – a popular terceirização.

Para se dar bem, é preciso ser fera não em informática, mas também em administração. “No Brasil, os conhecimentos formais de consultoria empresarial vêm, principalmente, por meio de especializações, mestrados e MBA na área”, diz o diretor-presidente da Poliedro Informática, Luiz Carlos Garcia, consultor há quase 30 anos. A remuneração varia de acordo com o trabalho que o profissional vai fazer com o cliente. Nos projetos de curto prazo, o consultor pode cobrar entre R$36 e R$72 por hora, diz Antônio Souza, sócio diretor da Patrhimonio Humano.

O profissional da consultoria tem três missões. A primeira é conhecer cada detalhe, cada problema da companhia à qual ele vai atender. Além disso, deve entender sobre tecnologia que será implementada ou terceirizada dentro da empresa. Finalmente, o consultor, se necessário, torna-se um integrador de soluções: aciona outras áreas da corporação em que trabalha pra completar e melhorar a oferta de produtos e serviços.

Luiz Carlos, da Poliedro acredita que o bom profissional também deve ser um pouco psicólogo. Como assim? “A empresa que procura um consultor normalmente é porque já está muito insatisfeita com um problema, ou enfrenta uma pressão da concorrência”, diz ele, que sempre trabalhou com consultoria. “O profissional deve ser bom em relações interpessoais. E saber criar uma relação de confiança com o cliente”, completa.

* Publicado em 18 de janeiro de 2004 no suplemento Trabalho do jornal Correio Braziliense.
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Comentário do QUEMEL: 14 anos depois da publicação desta “profissão do futuro”, percebo que a previsão estava correta. Errou apenas no advérbio. Ao invés “do” agora é “de” futuro.

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