[insTrUTOR] Inclusão digital para idosos: como começar?

Caro Quemel, boa tarde.
Li alguns fóruns e artigos sobre inclusão digital para idosos, pois estou com um projeto a ser iniciado neste campo.
Vejo o quanto preciso aprender ainda antes de iniciar essa atividade com os idosos, visto que são alunos que precisam de uma didática especial. Mas quero fazer o melhor.
Peço que, se possível, compartilhe comigo onde posso encontrar mais artigos, apostilas, curiosidades, didáticas nesse campo.
Agradeço desde já seu apoio e paranenizo pelo tempo dispensado nas orientações dadas em fóruns e blogs.
Abraços.
Cássia – Serra- ES

Cara Cássia, salve!

Você está no caminho certo, pois todo cuidado ainda é pouco quando lidamos com esse tipo de estudante da média idade. Até mesmo pelo avanço da ciência, um idoso não é mais aquele que rompe a barreira das 60 primaveras.

Entre 2004 e 2009 coordenei, implementei e dava aulas para a Geração 3G (educandos entre 60 a 80 anos). Só para você ter uma idéia, a temperatura ambiente deve estar entre 22 a 24 graus, o tamanho da fonte nas apostilas e monitores deve ser superior a 24pt e 120pp, respectivamente. Tudo isso para criar um ambiente agradável e confortável para os cidadãos-seniores (outro nome dados ao idosos).

A música é outro fator importante. Após alguns anos de pesquisa descobri que a música barroca é ideal para o aprendizado com esse público. Quando deixo executando As Quatro Estações de Vivaldi, os “velhinhos” sentem uma agradável sensação de bem estar.

De fato, isso acontece por que a música barroca vibra ao ritmo do batimento cardíaco e por isso eles sentem mais disposição para o aprendizado.

Eu também trabalho inclusão digital em projetos que possam tornar o computador um instrumento de geração de renda.

Seguem abaixo modelos de plano de ensino, plano de aula e algumas referências bibliográficas que poderão te ajudar em seu objetivo. Você poderá usar os modelos metodólógicos para compor o seu projeto.

Plano de Ensino – Curso Hackers 3G

Elaboração de material didático para idosos

Inclusão digital para a 3ª Idade

SALES, Márcia Barros de, Informática para a 3ª Idade, Editora Ciência Moderna, RJ, 2009.

KACHAR, Vitória, Terceira Idade & Informática: aprender revelando potencialidades, Cortez Editora, SP, 2003.

O material abaixo está disponível na Internet e é usado para o projeto de Ação Comunicativa:

FOSCHINI, Ana Carmen, Blog – Coleção Conquiste a Rede, Common Creative License, SP, 2009.

TADDEI, Roberto Romano, Jornalismo cidadão, Você faz a notícia – Coleção Conquiste a Rede, Common Creative License, SP, 2009.

Bração e boa $orte,
Quemel

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2 respostas para [insTrUTOR] Inclusão digital para idosos: como começar?

  1. Enisa Rodrigues de Oliveira Mrad disse:

    Meu Nome Enisa Rodrigues e Oliveira Mrad desejo muito desenvolver meu conhecimento em informatica básica, para poder escrever meus relatórios, meus atendimentos , sociais, tenho uma certa dificuldade com essa parte de informatica. Bem não sei como é o procedimento de vocês, aguardo resposta.hoje tenho 61 anos. algumas coisas eu consigo fazer bem poucas. fui funcionaria publica da PBH. E trabalhei na área
    Social 36 anos.

  2. Ripongão disse:

    Bem interessante o tópico;
    A frequência cerebral dos idosos tende a diferenciar da dos jovens; veja Grãos Mestres e ex-campeões mundiais enxadrísticos como Kasparov e Karpov, eles não rendem o mesmo como outrora. A idéia de uma música que sincronize com sua frequência cerebral é ótima. Um artigo científico que li recentemente confirmou isso, dizendo que o efeito de drogas (legais ou ilegais) altera justamente esta frequência, daí os sons binaurais para induzir o efeito na mente; digo, pode-se ficar “drogado” apenas escutando som.

    Os senis aprendem mais facilmente quando o remetemos ao passado. Um exemplo que posso fornecer é ao falar de disco rígido em computadores, ou seus pseudônimos como hd ou winchester. Provavelmente eles não entenderão o conceito. Mas, e se voltarmos no tempo e falarmos das vitrolas ou LP’s!?. Veja, um motor faz o disco de vinil (prato) rotacionar a determinada velocidade (nos hd’s são geralmente 7.200 rpm), um cabeçote de leitura então é empurrado até alcançar determinada trilha e assim o som/música ecôa nos alto-falantes. O conceito ainda permanece ativo só que sofreu alterações devido ao avanço tecnológico.
    Um “vinil sem trilhas” é um hd não formatado. Mas em um vinil não podemos apagar músicas e inserir outras (daí entra o problema de desfragmentação). Pelo fato do cabeçote/rotor serem mecânicos existe um tempo perdido para se mover o cabeçote de leitura até a música/arquivo alvo (daí SSD’s serem mais rápidos, não são mecânicos).
    Com o avanço tecnológico, conseguiram colocar mais trilhas em menor espaço, o cabeçote de leitura agora não encosta no disco (feixes de luz), este assunto é justamente o CD, DVD até blue-ray.

    O conceito de teclado é o mesmo das antigas máquinas de datilografia. Quando se aperta a tecla “Enter” no teclado, um editor de textos no S.O. Windows entende que deve fazer um retorno do carro e uma alimentação de linha (nova linha). Eles reconhecem isto como sendo apertar a alavanca da máquina que faz o rotor girar e após recuar o braço mecânico até o ponto de partida.

    O monitor é o mesmo que televisão, só que se foram os tubos catóditos e válvulas, porém entraram os leds, diodos e transistores.

    As memórias foram baseadas no conceito mental, a RAM é aquela que fica na testa de nossa face, geralmente guarda assuntos dos últimos 3 dias vividos. De lá as coisas são filtradas/processadas por nós e caso tenha alguma valia então é armazenada na parte traseira do cérebro, assimilada de ROM. Pergunte o nome dos senis, eles usarão a ROM, agora pergunte o que almoçaram na semana passada (RAM), provavelmente não saberão responder.

    Abraços sinceros.

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