O gênio e o consultor

O Mello tinha mandado derrubar uma parede do escritório e, atrás dela, descobriu uma garrafa velha, com uma forma estranhíssima. Quando ele tentava tirar a poeira da garrafa, ouviu-se um “puft” e um sujeito apareceu do nada. Executivo experimentado e acostumado a avaliar pessoas num relance, o Mello percebeu logo de cara que o aparecido era suspeito, porque não estava usando o crachá de visitante. Mas, fora isso, era até uma figura normal: terno e gravata, sapato combinando com o cinto, abotoaduras douradas, turbante, meias escuras… Opa, turbante?

– Eu sou o gênio da garrafa, e vou atender a um desejo seu. Se não estivesse sonhando, o Mello acharia que aquilo era alguma gozação do pessoal do quinto andar. Mas, como pesadelo tem dessas licenças poéticas, o Mello respondeu: – Um desejo só? Mas não são três?- Costumavam ser três, explicou o gênio desengarrafado, mas a Direção da Empresa de Consultoria fez um downsizing no quadro de gênios, para melhorar a produtividade sistêmica. Então nosso serviço acumulou, e alguns desejos estão com o prazo de entrega estourado. Por isso só posso atender a um desejo seu, não mais três. [Leia mais em formato PDF]

Esta entrada foi publicada em Doutor Computador. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.