Profissão de futuro: mordomo tecnológico

No livro Dicionário do Futuro da Faith Pop Corn, umas das profissões de futuro é o mordomo tecnológico.

“[…] Deparar com um problema de computador em trânsito e vê-lo resolvido pelo membro do quadro de funcionários de um hotel – está se tornando cada vez mais comum. As companhias hoteleiras do mundo inteiro estão empregando ‘technology butlers’ ou ‘compcierges’ (algo como ‘infoporteiro’) para ajudar os hóspedes em qualquer problema de computador ou telecomunicações que tiverem – desde obter acesso à internet e ao e-mail até conectar computadores que saíram da rede e organizar teleconferências.

Esses hotéis têm recursos para fornecer aos hóspedes filtros de linha, adaptadores elétricos e de telefonia, fios telefônicos e até um microcomputador ou laptop com impressora em cores ou preto-e-branco”.

Pensei tratar-se de uma grande piada, mas ao verificar a profundidade da análise e as últimas férias que passei em Aquiraz (CE) envolvendo essa forma de trabalho nos resortes, hoteis e pousadas, cheguei a seguinte conclusão: um mensageiro ou funcionário do estabelecimento que domine além dos conhecimentos instrumentais de redes de computadores e processos comunicacionais, teria belas gorjetas.

O que menos importa é a tecnologia em si, mas a ênfase aos processos de comunicação.

Encontram-se técnicos de informática que dominam Outlook, Facebook, Skype e Twitter, mas um que entenda de comunicação, (por exemplo: semiótica) teria lugar garantido nas profissões de futuro.

Você pode começar de forma simples, sem o rigor acadêmico para aulas domiciliares e depois avançar para corporações: em geral, além de se comunicarem “mal”, escrevem “mau”, foi “mal”…desculpem o trocadilho.

Um bom começo é a leitura do livro Técnicas de Comunicação Escrita, do prof. Izidoro Blikstein e publicado pela Editora Ática, 100 pp.

De forma didática e muita agradável, a estória se passa em torno de uma secretária que ao receber um e-mail do seu chefe, comete muitos erros por causa do ruído na comunicação e esse será o gancho para se aprender a arte de comunicar bem na escrita.

Esse livro é da série Princípios e muito instrutivo. Depois, ao ler esse, postarei aqui dicas de livros de técnicas de ensino para não-professores.

Em 1997 deixei de ser aluno e passei a ser instrutor num curso de formação de usuários de informática. Vou resgatar tudo do meu AT-286, 8 Mhz (planos de aula, objetivos instrucionais e planos de curso – tenho um ainda de DOS) e breve postarei na seção InsTrUTOR. Fique ligado!

Se você comprar esse livro, por favor, retorne-me com o feedback. Acredito que vosmecê não se arrependerá.

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