Livro: Gadget – Você não é um aplicativo

O livro discute os problemas técnicos e culturais que podem resultar de um design digital pouco ponderado e nos alerta que nossos mercados financeiros e sites como a Wikipédia, o Facebook e o Twitter estão elevando a ‘sabedoria’ das multidões e os algoritmos de computador acima da inteligência e da capacidade de julgamento das pessoas.

Lanier também nos mostra como a paranoia antigoverno dos anos 1960 influenciou o design do mundo on-line e permitiu a agressividade e a trivialização do discurso on-line; como o compartilhamento de arquivos está matando a classe média artística; como uma crença em um ‘arrebatamento’ tecnológico motiva alguns dos tecnólogos mais influentes do mundo; e por que uma nova tecnologia humanista é necessária. Este livro representa uma profunda defesa dos seres humanos por um autor mais do que qualificado a discorrer sobre como a tecnologia interage com a nossa cultura.

No link ao final deste parágrafo você pode degustar o capítulo I do livro e se deliciar com a leitura. [Gadget – Você não é um aplicativo]

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Uma resposta para Livro: Gadget – Você não é um aplicativo

  1. Nelson disse:

    Excelente livro e de conteúdo que muito me interessa, irei lê-lo sem dúvida. Porém, lamento não compartilhar do “tom otimista” quanto a um “humanismo digital” que o autor idealizada em sua obra. Pessoalmente, vou dizer que levo mais a sério, por próprio julgamento, uma decadência cada vez maior desse cenário, seja por influência dos conteúdos existentes na Web, seja por, cada vez mais, tudo indicar que a raça humana, de forma generalizada (embora concorde ser algo injusto, porém, compatível com a realidade das atitudes da maioria de nossa espécie) em nada é digna de crédito. É realmente notável essa decadência da Web, e a tendência de quanto mais pessoas a utilizem, mais existirão meios padronizados de utilização das ferramentas, fragmentando – como diz o autor – todo e qualquer ser humano conectado em uma “massa disforme”. Isso é algo que podemos prever com bastante naturalidade, aliás.

    O anonimato também será cada vez mais frequente e difuso. Quantos de nós já não nos deparamos, seja em fóruns, redes sociais, jogos online, comentários avulsos (tais como esse), com algum indivíduo, arrisco dizer, na maioria dos casos, extremamente frustrado em sua existência particular, despejar todo o seu veneno entalado na garganta em desconhecidos aos quais sequer sabe quem é (embora isso não é importante a ele, evidentemente. Basta morder a isca nos famosos “trolls”, que, dependendo de seus objetivos, irão procurar infernizar alguns de seus minutos). Ou tentar, de forma muitas vezes bem sucedida, difamar outros e expor indivíduos ao ridículo em suas bem intencionadas atividades na Internet.

    Abraços e prazer.

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