[Livro] O Dossiê Rubicão

“Um jovem repórter cheio de vontade de mudar o mundo chega à Redação de um grande jornal paulista conflagrada entre jovens e velhos, em transição da boemia literária para as urgências da produção industrial da notícia. O país também transita da ditadura militar para um governo civil, da escuridão dos porões para a claridade das ruas mobilizadas em torno de um grande movimento por eleições diretas para presidente, da polarização política para a diversidade de ideias.

Vai ter sua grande oportunidade no desaparecimento de uma fotógrafa em meio ao grande comício das Diretas-já no Rio de Janeiro, com um dossiê que antecipa as manobras da tumultuada sucessão presidencial em que governo e oposição jogam todas as suas cartas. Com a ajuda de um veterano beberrão e de um velho escritor de obituários, mergulha numa teia de conspiração, corrupção e contraespionagem que vai desandar no furo de sua vida: o futuro presidente da República, que enfrentou boicotes, traições, chantagens e ameaças de golpe para se viabilizar como candidato de pacificação e conduzir o pais à democracia, esconde uma doença grave, pode não tomar posse e colocar em risco a transição pacientemente construída. O repórter descobre as articulações secretas para escondê-la e, numa corrida contra o tempo, vai tentar publicar a manchete que – em meio a um clima catatônico de medo e desejo de mudança – não interessa a ninguém.

Conheça Gustavo Guerra, jornalista recém-formado. Ambicioso, tinha esmero no jeito de vestir. Achava que as mangas compridas e os sapatos bem engraxados e limpos lhe dariam ar de respeito. Foca da editoria de Gerais, almejava trabalhar na Política. Trabalhador, se esforçava para cumprir suas pautas e acreditava que, ao se aproximar dos jornalistas mais experientes, conseguiria entender os meandros do poder e se aproximaria das pautas consideradas por ele mais importantes”.
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Comentário do QUEMEL: Conhecer e estudar História Geral e do Brasil ainda é uma das melhores formas de se destacar na carreira jornalistica. O livro guarda um final surpreendente, mas ao devorá-lo em 10 dias de frenética leitura, pude inferir que tem muito a ensinar aos jornalistas da geração Y. [Saiba mais]

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