Eu, artífice em informática doméstica

“[…] um artífice poderia ser visto em sua pequena oficina de manutenção de computadores; ele trabalha no aperfeiçoamento das linhas de código do CD-R “Começar de Novo”, o mais moderno sistema de recuperação de desastres inventado para o usuário doméstico. Pelo chão estão espalhadas centenas de mídias queimadas“.

O texto acima é um mero exercício ficcional e poderia estar inserido no livro O Artífice, substituindo a versão original do autor. Poderia!

Certa vez cheguei a queimar mais de 100 CD-Rs virgens aperfeiçoando a metodologia “Começar de Novo”. Contava ai mais de 15 mil horas de estudos sistemáticos (cerca de 4 horas por dia).

Descobrir como tornar a relação entre o Homem e o computador mais prazeroza, tornara-se mais do que um desafio, uma obstinação. Com um pouco de habilidade manual e perícia artesanal, Athena (deusa grega da Sabedoria) se compadeceu do meu suplício e concedeu-me a capacidade do Homo Faber.

Imaginar que aprendi a responder as dúvidas dos leitores (cerca de 200 mil) na coluna InfoAjuda de 1999 a 2007 apenas estudando receitas gastronômicas faz a gente pensar: teria o autor escrito esse livro para nós, técnicos em informática? A obra mostra e prova que vale a pena tornar-se artífice de computador e “artenasalizar” seus serviços. [A aliança entre o produzir e o pensar e Livro: O artífice]

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Uma resposta para Eu, artífice em informática doméstica

  1. Ripongão disse:

    Aguçou-me sobre o conteúdo do livro. Na lista de pendências.
    De Adobe Photoshop para a criação artesanal de tijolos de adobe.
    abraços senhor Quemel.

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