O cliente sempre tem razão?

A matéria levara 15 dias para ser editada. Submeti o trabalho a vários especialistas. O objetivo era apagar com segurança os arquivos inúteis do Windows 98. Um sucesso quando foi publicada.

O problema iniciou quando foi reproduzida no jornal Zero Hora. A diagramadora entendeu que “del ~*.*” (del til asterisco ponto asterisco) era sujeira no processo de composição e removeu o til (~). Foi republicado como “del *.*” (del asterisco ponto asterisco).

Num universo de milhares de assinantes, apenas uma única leitora ligou reclamando que apagara tudo em seu computador. Gastei cerca de R$ 100 em interurbanos para conversar com a usuária, entender o que acontecera. Disse apenas que uns técnicos tinham ido a sua residência e resolvido o problema.

Levantei o nome e o endereço da empresa que a socorreu. Ao conversar com os dois técnicos que tiveram que formatar e instalar tudo de novo, fui informado que a origem do problema havia sido ocasionado por um programa pirata da Adobe que continha um cavalo-de-tróia.

Expliquei a situação e a cliente-consumidora-cidadã e leitora fez silêncio. Prometi fazer o mesmo. Ficou a dúvida: o Procon poderia ser acionado por informação defeituosa?

Nem sempre o cliente tem razão. Quem acredita na máxima positivista está fadado ao fracasso, mesmo que o produto/serviço seja informação.

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