HP a caminho do telhado? Recordar é viver!

Matéria publicada na Computerworld do dia 18 de maio de 2011 é a reprise do livro Como as gigantes caem. A publicação mostra como foi a ascensão e declínio da HP devido ao relacionamento arrogante com os clientes, mercado, acionistas, funcionários, revendas, parceiros, etc.

De nada adiantou a HP se tornar uma empresa “Só-cialmente” responsável ou “green” para sua situação se reverter e, segundo a matéria “[…] a situação da empresa é bem pior do se supunha“. A “marketização da ética” não colou dessa vez!

Meu “carinho” com a HP remonta ao ano de 2005 quando comprei meu 1º notebook (NX-9020 – R$ 7.989,99) e vivi meu inferno astral ao solicitar assistência técnica.

Pude comprovar que usuários domésticos eram, segundo a empresa, “inviáveis economicamente e difícies de retorno a curto prazo”. O pior foi descobrir que em algumas redações de jornais (Correio Braziliense e Jornal de Brasília) era vetado a publicação de queixas contra a empresa.

Só descobri o motivo quando passei a observar a marca dos computadores instalados para que os jornalistas escrevessem suas reportagens.

Em 2008 publiquei minha cartilha “Como comprar um notebook sem ser enganado” coincidindo com o encerramento dos postos de assistência técnica da HP. A partir daquele ano haveria apenas postos de coletas. Um equipamento poderia ficar até 90 dias em São Paulo para manutenção.

Como alguns jornais não publicavam queixas contra a HP, o Blog do Quemel foi inundado por reclamações de usuários, principalmente de notebooks.

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Em 2009 houve a explosão na vendas de notebooks. Foram vendidos mais equipamentos que a capacidade do suporte técnico da HP de suportar legal (desculpem-me o trocadilho infâme) os pedidos de socorro.

Em Brasilia houve uma reunião entre a HP com uma de suas principais revendedoras no varejo (CTIS) lançando o últimato: ou vocês melhoram a assistência técnica ou paramos de comercializar seus produtos. Basta ver alguns reclamações no PROCON-DF para atestar a veracidade do encontro.

Em um dos jornais que trabalhei, todas as vezes que a HP encontrava um comentário desfavorável em meu blog, pedia minha cabeça ao jornal. Quando o departamento comercial analisava o lucro que eu trazia ao jornal, permanecia até o comentário e tentativa seguintes.

Por tudo isso, segue uma sugestão: pense duas, três, 77 vezes 7 vezes quando for comprar um notebook HP, eles são bonitinhos, mas a assistência técnica ao cliente é ordinária.

O conselho não é de um especialista em informática, mas de um consomeDOR de bens e serviços de informática e telecomunicações.

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