Livro: A banalização da injustiça social

SINOPSE – “Vivemos uma guerra ‘econômica’ na qual estão em jogo a sobrevivência das nações e a garantia da liberdade. É em nome dessa justa causa que se utilizam, no mundo do trabalho, métodos cruéis contra os cidadãos, a fim de exlcuir os que não estão aptos para o combate. Nessa guerra o fundamental não é o equipamento militar ou o manejo das armas, mas o desenvolvimento da competitividade. Este livro tem como questão central as ‘motivações subjetivas da dominação’: por que uns consentem em padecer sofrimento, enquanto outros consentem em inflingir tal sofrimento”. Quando há substituição da mão-de-obra pela tecnologia em muitos setores, a estabilidade social pode ser seriamente ameaçada”.

Hoje o grande palco do sofrimento nas sociedades neoliberais é certamente o do trabalho. Nas empresas, cada vez mais adotam-se métodos de gestão que questionam as conquistas sociais, lançam mão da ameaça e apóiam-se na precarização do emprego para obter dos trabalhadores produtividade, disponibilidade e abnegação sempre maiores. Com base nos conceitos de banalidade do mal e de distorção comunicacional, o autor descreve um processo que funciona como uma armadilha: a aceitação do sofrimento e das pressões no trabalho mediante a adoção de estratégias coletivas de defesa. A adoção dessas estratégias permite-lhes continuar a participar do sistema, mas, paradoxalmente, acabam por precarizar não somente o emprego, mas toda a condição social e existencial – desdramatizando o mal, atenuando as reações de indignação e a mobilização coletiva para a ação em prol da solidariedade e da justiça.

(Comentário do QUEMEL: O livro foi a continuação da minha “bibliografia extendida” ao cursar a disciplina de Politicas Sociais de Emprego e Renda no curso de Serviço Social da Universidade de Brasília (UNB) em 1998. Recomendo-o principalmente para os profissionais de TI que buscam de forma obssecada uma certificação (canudo digital). Irão perceber que sem uma experiência consolidada, servem apenas como massa de manobra: o exército de reserva, segundo Karl Marx, altamente especializados e qualificados, mas sem perspectiva de empregos decentes. [Saiba mais]

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