Brasil tem 136 milhões de computadores, 2 para cada 3 habitantes

Dados são de estudo da FGV, que estima que até 2016 a densidade será de 100%, com uma base instalada de 200 milhões de máquinas, somando PC, notebook e tablet.

Edileuza Soares, da Computerworld

O fenômeno do tablet está ajudando o Brasil a alavancar as vendas de computadores. A cada segundo um novo equipamento é comercializado no mercado local, o que contribuirá para que o País atinja, em maio de 2014, 136 milhões de máquinas em uso, somando PCs, notebooks e tablets.

Desse total, 18 milhões serão tablets, cujas vendas estão com crescimento desenfreado, alavancadas principalmente pelos incentivos de PIS/Cofins do governo federal para montagem local dessa categoria, o que contribuiu para o aumento da oferta.

As estatísticas fazem parte da 25ª pesquisa anual: Administração e Uso da TI- Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

O estudo divulgado na manhã da quinta-feira (24), em São Paulo, traça um retrato do uso da TI no mercado corporativo, com cruzamentos com a comercialização de computadores também no segmento doméstico. Para saber como as organizações estão utilizando tecnologia, a FGV entrevistou 2,3 mil organizações de grande e médio porte, o que representa 68% das maiores companhias do Brasil

Uma parte da pesquisa aborda a evolução da base de computadores em uso no Brasil. Segundo o estudo, ao atingir um volume de 136 milhões de computadores em uso, o País alcança uma densidade de 67% com essa tecnologia. Isto é, passa a ter dois computadores para cada três habitantes. Em 2012, quando havia 100 milhões de máquinas em uso, a proporção era um equipamento para cada dois brasileiros.

As previsões da FGV são de que o Brasil chegará em 2017 com uma base instalada de 200 milhões de computadores, com cobertura da população de 100%. Ou seja, um equipamento para cada habitante. A densidade mundial de computadores, em maio 2014, será de 49%, o que coloca o Brasil numa posição confortável. Embora ainda perdendo de longe dos Estados Unidos, onde a cobertura é de 127%.

Entretanto, o mercado brasileiro passa ligeiramente o norte-americano no uso de telefone. O estudo da FGV revelou que o País tem uma base de 320 milhões de linhas telefônicas em serviço, somando celulares e números fixos. Com esse volume, a densidade da telefonia no Brasil é de 158%, o que daria uma média 3 linhas para cada 2 habitantes. Nos EUA, a cobertura do serviço é de 156%.

Para o professor Fernando Meirelles, coordenador do estudo, um dos fatores de o Brasil ter passado os EUA no uso de telefone é a grande adesão dos planos pré-pagos. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), esse modelo responde por 77,57% dos 273,5 milhões de celulares ativos País, até março último.

Meirelles observa que nos EUA também tem celulares pré-pagos, mas com adesão menor por causa dos planos de tarifas pós pagas que são bem mais agressivos que no Brasil. Ele afirma que aqui muitos usuários das classes C e D têm dois chips. As pessoas querem economizar no uso do serviço e optam pela operadora que oferece o menor custo.

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