Contingente de profissionais bem pagos e realizados mostra que faculdade não é a única via para subir na vida

Diploma não é solução No livro The Most Powerful Idea in the World, o americano William Rosen diz que um dos fatores primordiais para o surto de avanço tecnológico durante a Revolução Industrial foi o surgimento de uma elite de técnicos capaz de ler manuais — e escrevê-los

Por Cecilia Ritto e Cintia Thomaz, Revista Veja

A extraordinária segunda metade do século XVIII foi um tempo de invenções como nunca se viu — o momento em que o carvão e o vapor substituíram a lenha nos motores e projetos revolucionários saíram do papel para o dia a dia das cidades. Na Inglaterra, berço das novidades, um grupo de operários pôs-se a ler e a se reunir nos pubs para debater, isso mesmo, artigos científicos. A Lei das Patentes acabara de ser promulgada e eles queriam ganhar dinheiro criando soluções para a fábrica.

No livro The Most Powerful Idea in the World (A Ideia Mais Poderosa do Mundo), sobre como o empuxo da Revolução Industrial mudou o curso da história, o americano William Rosen diz que um dos fatores primordiais para aquele surto de avanço tecnológico foi justamente o surgimento de uma elite de técnicos capaz de ler manuais — e escrevê-los.

A mão de obra de nível técnico como força motriz da produtividade foi então, e continua a ser, um dos pilares dos países que dão certo. No Brasil, que sempre olhou de cima para baixo a via profissionalizante, a ideia só agora começa a vingar, sob o impulso de uma indústria que finca pé no século XXI e demanda pessoal na mesma sintonia.
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Comentário do QUEMEL: caro leitor, cara leitora do Blog do QUEMEL, salve!

Lembram o porquê da minha insistência na comunicação do conhecimento propedêutico: Comunicação, Filosofia e Matemática?

Em 1984 quando cursava a disciplina Introdução à Ciência dos Computadores na Universidade Federal do Pará, percebi na leitura do manual do S.O.S, editor de textos do mainframe Decsystem 1091 uma forma de ganhar alguns trocados com os outros alunos.

Em 1986 quando comecei a trabalhar na engenharia/jornalismo da TV Manchete, percebi outras oportunidades decifrando o manual de operações das BVU-Sony 800 (ilhas de edição).

Em 1989 quando fui para o serviço público federal, percebi nos pesados manuais da IBM – Sistema VM-ESA, CMS, REXX e DB2 outras oportunidades.

E como consultor doméstico de informática ainda sou pago para ler manuais de aplicativos e aê pode-se cobrar de R$ 150 a 200 a hora para entregar tudo mastigado.

Por isso que insisto tanto que o novos profissionais de TI saibam ler e escrever.

Enquanto o livro The Most Powerful Idea in the World, não é traduzido, sugiro a leitura do livro abaixo

Educação profissional – Saberes do ócio ou saberes do trabalho? (link)

Conta a história de um técnico de ascendência alemã que foi encarregado de ler os manuais e disseminar o conhecimento. Mas mexe na máquina e não consegue o objetivo. Despois descobre-se que ele conseguiu e quando perguntado vem a surpresa, diz ele:

– Eu li a máquina!

Bração e boa $orte,
Quemel

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